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FOOD TODAY 10/2008

Algas – o seu valor nutritivo

Food TodayAs algas fazem parte da dieta tradicional das comunidades costeiras, desde a antiguidade. O seu consumo ainda é expressivo na Ásia Oriental, especialmente no Japão, China e Coreia, mas não têm sido bem aceites na Europa. Recentemente, as algas têm merecido o reconhecimento de serem um alimento muito nutritivo, benefícas para a saúde, o que tem despertado muito interesse. De seguida apresentam-se alguns factos.

Tipos de algas

As algas são um tipo de plantas que cresce em água salgada e (tal como as plantas terrestres) necessitam de luz solar para prosperar. Existem mais de dez mail variedades de algas, muitas das quais são indicadas para consumo. Nori é uma alga vermelha, consumida correntemente. No Japão, esta alga é usada para confeccionar sushi, mas também é consumida na Escócia como “sloke” e no País de Gales como “laver”, onde é tradicionalmente acompanhada com pão. Kombu e wakame são tipos de algas castanhas que são amplamente usadas no Extremo Oriente, como agentes de sabor e na sopa. As algas verdes, como a alface do mar e a relva marinha, que florescem nas costas da Grã Bretanha, Irlanda e Escandinávia, podem ser consumidas cruas na salada ou cozinhadas na sopa. Outras algas são usadas nas comidas. Como a hijiki, alga marinha, esparguete do mar, dulse e musgo irlandês. As algas são habitualmente comercializadas na forma seca.

Conteúdo nutricional

Um estudo recente analisou os níveis de nutrientes de uma variedade de algas edíveis e comparou a porções típicas (8g de alga seca) com a ingestão diária recomendada, e com alimentos comuns1.

Minerais

As algas absorvem os minerais do mar, que é rico em muitos minerais e oligoelementos. O cálcio e o ferro tendem a acumular-se em muito maior quantidade nas algas do que nas plantas terrestres. Por exemplo, 8g de uma porção seca de kombu fornece mais cálcio do que um copo de leite, e uma porção de dulse contém mais ferro do que 100g de um bife do lombo de vaca (embora este não seja tão bem absorvido). As algas também fornecem grande quantidade de iodo, que é essencial para a função tiroideia. No entanto, o Instituto Federal Alemão de Avaliação do Risco advertiu que algumas variedades de algas apresentam quantidades de iodo excessivas, recomendando estabelecer um limite máximo seguro para os produtos da UE que contenham algas2. Além disso, as algas castanhas podem acumular metais pesados, como o arsénico. Um estudo realizado em 2004 descobriu que a alga hijiki contém uma quantidade significativa de arsénico3. Como resultado, a Agência Britânica de Segurança Alimentar aconselha os consumidores a evitar consumir esta alga4. Finalmente, o conteúdo em sal também é elevado, sendo necessário considerá-lo e ter algum cuidado com a ingestão deste na dieta em geral.

Fibra

As algas sao ricas em fibras solúveis, como os alginatos, carragenina e agár, que não são digeridas no intestino e ajudam a aumentar a sensação de saciedade. As algas ricas em alginatos e a carragenina também são utilizadas no processamento alimentar (p.e. salsichas e croissants) favorecendo a textura e estabilidade do produto. Contudo, o extracto de fibras das algas podem ter um efeito adelgaçante, provavelmente um efeito semelhante ao da fruta na sensação de saciedade (e controlo do peso). 8g de uma porção de algas secas fornece cerca de uma oitava parte das necessidades diárias de fibra, semelhante à quantidade existente numa banana1.

Outros nutrientes

As algas contêm uma quantidade pequena de gordura e algumas variedades são ricas em proteínas. Muitas contêm níveis elevados de aminoácidos essenciais, semelhantes à leguminosas secas e ovos. Vitamina A, C e E também são encontradas nas algas em quantidades úteis, e também são uma das poucas fontes vegetais de vitamina B12, o que as torna num complemento importante na dieta vegetariana ou vegan.

Importantes benefícios para a saúde

As algas são usadas extensamente na medicina chinesa, mas não são exploradas como agente terapêutico nos países ocidentais. Estudos preliminares sugerem que certos polissacáridos chamados fucoidanos, tipicamente encontrados em algas castanhas, como a kombu e wakame, tem uma acção anti-cancerígena5. Contudo, estes potencias efeitos para a saúde ainda não foram testados em humanos. As fibras existentes nas algas tem efeitos benéficos no sistema digestivo e no metabolismo lipídico. Estas também têm um efeito anti-inflamatório e antioxidante, mas esta situação ainda tem se ser conprovada em humanos6.

Em conclusão

As algas são excelentes fontes de fibra, minerais e fitonutrientes1. São alimentos seguros para saúde, no entanto deve-se ter algum cuidado com algumas variedades que contêm elevados níveis de sódio, iodo e metais pesados. No geral, as algas podem ser utilizadas numa dieta variada. Estas podem substituir o arroz, batatas assadas e a salada ou serem acrescentadas a sopas, caldos, cozidos e guisados.

Referências

  1. MacArtain P, Gill CIR, Brooks M, Campbell R, Rowland IR. (2007) Nutritional value of edible seaweeds. Nutrition Reviews 65:535-543
  2. Gesundheitliche Risiken durch zu hohen Jodgehalt in getrockneten Algen. Aktualisierte Stellungnahme Nr. 026/2007 des Bundesamts für Risikobewertung vom 22. Juni 2004
  3. Rose M, Lewis J, Langford N, Baxter M, Origgi S, Barber M, MacBain H, Thoma K. (2007) Arsenic in seaweed-forms, concentration and dietary exposure. Food Chemistry and Toxicology 45:1263-1267
  4. http://www.food.gov.uk/news/pressreleases/2004/jul/hijikipr
  5. Cumashi A, Ushakova NA, Preobrazhenskaya ME, D’Incecco A, Piccoli A, Totani L, Tinari N, Morozevich GE, Berman AE, Bilan MI, Usov AI, Ustyuzhanina NE, Grachev AA, Sanderson CJ, Kelly M, Rabinovich GA, Iacobelli S, Nifantiev NE. (2007) A comparative study of the anti-inflammatory, anticoagulant, antiangiogenic, and antiadhesive activities of nine different fucoidans from brown seaweeds. Glycobiology 17:541-542
  6. Shin HC, Hwang HJ, Kang KJ, Lee BH. (2006) An antioxidative and anti-inflammatory agent for potential treatment of osteoarthritis from Ecklonia cava. Archives of Pharmaceutical Research 29(2):165-171
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