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FOOD TODAY 05/2008

Zinco: Um Super-Nutriente?

Food TodayO Zinco está presente em todo o nosso organismo. É sua presença é importante no desempenho de vários sistemas e em funções essenciais, como a digestão, reprodução e crescimento. A lista de benefícios que lhe é atribuída é longa, e, por vezes ambiciosa: Será o zinco realmente capaz de combater infecções e cicatrizar feridas?
Presente em todas as células
 
O zinco está presente em todas as células animais e vegetais. Trata-se de um elemento necessário à síntese do ADN (material genético) e à regeneração dos tecidos, fundamental para o crescimento e desenvolvimento durante a infância. É um componente essencial de mais de uma centena de enzimas envolvidas na digestão e na metabolização das gorduras, proteínas e hidratos de carbono, e está intimamente relacionado com a produção de energia. Para além do mais, o zinco fortalece o sistema imunológico e, por este motivo, o seu potencial para combater infecções e sarar feridas gerou um interesse considerável.
 
Ajuda-nos a combater infecções?
 
O zinco é necessário ao desenvolvimento dos linfócitos T, glóbulos brancos que atacam vírus e bactérias nocivas ao nosso organismo. De acordo com alguns estudos, crianças desnutridas com níveis baixos de zinco, que tomam suplementos deste mineral, aumentam o número de linfócitos T e reduzem a severidade e a duração das suas infecções1. Com base nestes resultados, investiu-se em mais investigação, com o intuito de se verificar se os tratamentos com zinco, administrado com pastilhas e sprays nasais, se são uma alternativa eficaz no tratamento das constipações. Numa recente revisão de quatro grandes estudos de referência, não revelou qualquer efeito terapêutico sobre os comprimidos de zinco ou gel nasal2.
 
Cicatrização
 
Os suplementos de zinco parecem ser úteis no tratamento de problemas de pele, como por exemplo nas úlceras dos membros inferiores, mas apenas nos casos cujos níveis iniciais de zinco se encontram reduzidos. As pomadas à base deste mineral, aplicadas directamente, parecem ser mais eficazes que os suplementos, na redução das infecções e na estimulação da cicatrização de feridas. Actualmente, o zinco é bastante comum em produtos como cremes para a acne e em champôs para problemas do couro cabeludo3.
 
O zinco na dieta
 
O zinco está presente numa grande variedade de alimentos e, por isso, em princípio, uma dieta variada consegue fornecer um consumo adequado do mesmo: 7 mg por dia para mulheres e 9 mg para os homens. Contudo, dado que as carnes vermelhas são uma das melhores fontes de zinco, e que os fitatos encontrados nos alimentos vegetais reduzem a sua absorção, pessoas que sigam dietas vegetarianas devem ter particular atenção e incluir na sua alimentação diária alimentos como lacticínios, ovos, cereais integrais, frutos secos e leguminosas. Mulheres grávidas e lactantes devem ter um acréscimo de 2 mg/dia para assegurar uma adequada contribuição ao bebé, sendo este acréscimo facilmente suplementado com um aumento no consumo alimentar. Sin embargo, dado que la carne roja es una de las mejores fuentes de zinc y que los fitatos que se encuentran en los alimentos vegetales reducen la absorción de zinc, los vegetarianos deben asegurarse de incluir en su dieta diaria alimentos tales como productos lácteos, huevos, cereales integrales, frutos secos y legumbres.
 
 Fontes Alimentares de Zinco
 
Alimentos
Zinco (mg/100 g)
Ostras frescas
45,0 – 75,0
Amêijoas
21,0
Gérmen de trigo, farelo de trigo
13 - 16
Castanha do Brasil
7.0
Carnes
4,5 – 8,5
Queijo parmesão
4,0
Ervilhas secas
4,0
Avelãs
3,5
Gema de ovo
3,5
Amendoins
3,0
Sardinhas
3,0
Frango
2,85
Nozes
2,25
Pão de trigo
1,65
Grão de Bico
1,4
Gambas e camarões
1,15
Ovo inteiro
1,1
Leite
0,75
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doses excessivas
 
O consumo acidental de doses superiores a 200mg de zinco é altamente tóxico, podendo provocar náuseas e vómitos. Por outro lado, um consumo prolongado de suplementos, pode interferir com a absorção de ferro e cobre. Esta situação ocorre, uma vez que o cobre, o ferro e o zinco competem pelo mesmo mecanismo de absorção no intestino. Um excesso de um destes minerais vai afectar a absorção dos restantes.
 
O consumo ideal
 
Na Europa, a maioria da população consome níveis adequados de zinco através de uma dieta equilibrada e variada, sendo que, a necessidade de suplementação é rara4. Sintomas de carência em zinco, como atraso no crescimento em crianças, impotência e lesões cutâneas, são pouco comuns. Contudo, se houver alguma razão para suspeitar de alguma carência é extremamente importante procurar ajuda médica. Sendo uma alimentação equilibrada suficiente para fornecer todos os nutrientes necessários, os suplementos são apenas úteis quando não se conseguem obter nutrientes suficientes através da dieta, como é o caso de consumos calóricos inadequados, alcoolismo ou em situações de doenças digestivas.
 
Referências
  1. Black R.E. (1998). Therapeutic and preventive effects of zinc on serious childhood infectious diseases in developing countries. American Journal of Clinical Nutrition 68:476S-479S
  2. Caruso T.J. et al. (2007). Treatment of naturally acquired common colds with zinc: a structured review. Clinical Infectious Diseases 45:569-574
  3. Lansdown A.B. et al. (2007). Zinc in wound healing: theoretical, experimental and clinical aspects. Wound Repair and Regeneration 15:2-16
  4. Wuehler S.E. et al. (2005). Use of national food balance data to estimate the adequacy of zinc in national food supplies: methodology and regional estimates. Public Health Nutrition 8:812-819
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