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FOOD TODAY 10/2009

Melhoria das políticas de intervenção para promover a alimentação saudável na Europa

Food TodayA alimentação incorrecta é uma grande preocupação e um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Inúmeras campanhas de promoção de alimentação saudável e actividade física têm sido lançadas na tentativa de inverter esta tendência, mas será que se têm mostrado eficazes? Como podem ser melhoradas? O projecto EATWELL, financiado pela União Europeia, procura estas respostas.

A alimentação pouco saudável na Europa

O excesso de peso e a obesidade são as manifestações mais visíveis de uma alimentação incorrecta, contudo também importa considerar as questões relacionadas com a qualidade da alimentação - as sociedades ocidentais consomem pouca fruta, hortícolas e ácidos gordos ómega-3, simultaneamente com ingestão de quantidades elevadas de ácidos gordos saturados, gorduras trans, sal e açúcares.

O excesso de peso, considerado como o Índice de Massa Corporal (IMC) de 25,0-29,9 afecta 30-80% dos adultos na Europa e a proporção de pessoas que sofrem de obesidade (IMC ≥ 30) está a aumentar drasticamente: em determinados países, como Itália e Espanha, existe mais de um obeso para cada quatro adultos.1 A tendência da obesidade é especialmente preocupante nos jovens, dado que cerca de 20% das crianças e adolescentes apresentam excesso de peso e, um terço destes, são obesos.2

A obesidade é reconhecida pelo seu impacto negativo na qualidade de vida, aumentando também a susceptibilidade a outras doenças crónicas (como por exemplo, doenças cardíacas e diabetes tipo II), eventualmente levando à morte prematura. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é já responsável por 10-13% das mortes em diferentes partes da Europa e 2-8% das despesas para saúde.3 Adicionalmente, o consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras saturadas, assim como o baixo consumo de frutas e produtos hortícolas, causam quase 70.000 mortes prematuras por ano no Reino Unido.4 Na verdade, a alimentação incorrecta não apresenta impacto apenas sobre a saúde dos cidadãos europeus, acabando também por se transformar num encargo económico devido ao absentismo, ao incremento dos custos dos seguros e a uma maior dependência dos serviços de saúde. Em resposta, os estados membros da União Europeia (UE) deram início a uma série de intervenções políticas nacionais para incentivar a actividade física e alimentação saudável, tais como a promoção do consumo de hortofrutícolas, a rotulagem nutricional, a regulamentação das refeições escolares e cantinas do sector público, de forma a garantir a oferta de alimentos saudáveis. No entanto, estas intervenções raramente são avaliadas de forma sistemática.

Projecto EATWELL

O projecto EATWELL, com a denominação completa de "intervenções para a promoção de hábitos alimentares saudáveis: Avaliação e Recomendações", constitui um projecto de 3 anos e meio, financiado pela Comissão Europeia (que irá decorrer entre Abril 2009 e Outubro de 2012). Tem como objectivo fornecer aos Estados-Membros orientações sobre as melhores práticas, desenvolvendo intervenções políticas adequadas ao incentivo de uma alimentação saudável.

O projecto reúne nove parceiros em consórcio, incluindo as principais universidades europeias, institutos, organizações sem fins lucrativos, bem como representantes da indústria alimentar e agências de comunicação. Irão trabalhar em conjunto e partilhar os seus conhecimentos complementares na área do comportamento dos consumidores, nutrição, economia, comunicação e políticas de saúde.

As lições aprendidas com o passado

O EATWELL irá identificar as políticas de intervenção focadas na nutrição e hábitos alimentares saudáveis, bem como na avaliação das campanhas relevantes. Existe também uma abundância de dados secundários disponíveis em toda a EU, e não só, contendo importantes informações relacionadas com o equilíbrio dos regimes alimentares, que não têm sido suficientemente explorados na avaliação das políticas alimentares e que serão incluídos neste estudo. Esta informação irá fornecer à equipa do EATWELL uma visão geral das acções desenvolvidas, identificando as lacunas, bem como os factores de sucesso e fracasso para as futuras campanhas.

Algumas intervenções poderão ter melhor receptividade do que outras e diferentes grupos populacionais podem assumir diferentes atitudes em relação à alimentação saudável, assim como em relação ao papel das políticas utilizadas para influenciar as escolhas alimentares. Numa segunda fase, o EATWELL irá comparar entre países e grupos da população a aceitação do público relativamente às intervenções alternativas, focando diferentes sub-grupos da população (por exemplo, os pais versus não-pais, diferentes níveis de escolaridade, etc.). O EATWELL irá também avaliar a aceitação da política por parte dos outros participantes, incluindo fabricantes, retalhistas e associações não-governamentais.

O sector privado tem uma grande experiência com as ferramentas destinadas a influenciar as escolhas alimentares dos consumidores. Será, por esta razão, prestada especial atenção aos ensinamentos do sector privado aplicáveis aos esforços públicos de promoção de uma alimentação mais saudável.

Impacto das intervenções

Uma vez identificadas as campanhas e determinadas as metodologia de avaliação, será avaliado o impacto sobre a saúde dos consumidores e a sua qualidade de vida, assim como os custos e economia para a sociedade, de forma a destacar o retorno do investimento das referidas campanhas. A avaliação incluirá também os resultados sobre a aceitação pelo público em geral.

Melhorar o futuro das políticas de alimentação saudável

Com base nesta análise, os parceiros do consórcio irão desenvolver modelos comportamentais do consumidor, métodos harmonizados de avaliação das intervenções e formularão ainda recomendações para a avaliação das futuras intervenções políticas. Um guia de melhores práticas irá indicar as acções apropriadas e aceitáveis a nível europeu e os níveis do Estado e sua transferência entre as culturas.

http://www.eatwellproject.eu/

Referências

  1. Berghöfer A et al. (2008). Obesity prevalence from a European perspective: a systematic review. BMC Public Health 8:200.
  2. WHO Europe (2007). The challenge of obesity in the WHO European Region and the strategies for response.
  3. WHO Europe website. Obesity section.
  4. UK Cabinet Office Strategy Unit (2008). Food Matters: Towards a strategy for the 21st Century.
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