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FOOD TODAY 12/2009

Rastreio sobre a aptidão física dos adolescente na Europa

Food TodayA aptidão física na infância e na adolescência, constitui um forte indicador de saúde, relativamente a actuais ou futuras doenças cardiovasculares, metabólicas, músculo-esqueléticas e até mesmo mentais. Os investigadores do projecto HELENA derivaram recomendações específicas, consoante e idade e o sexo, para a aptidão física nos adolescentes europeus, de forma a auxiliar o desenvolvimento de protocolos que consigam ajudar a identificar os jovens que apresentam maior necessidade de melhor a sua aptidão física.
Em que consiste a aptidão física?
 
A aptidão física não é uma única característica, mas sim uma combinação da capacidade aeróbica, força, velocidade, agilidade, coordenação e flexibilidade, que no seu conjunto, determina a capacidade individual para a performance física, em que se incluem as actividades relacionadas com a vida quotidiana. A aptidão física, na prática, permite ao indivíduo trabalhar de forma eficiente, reduzir o risco de lesões, lidar com circunstâncias imprevistas, e apreciar o gosto por uma vida activa, a nível desportivo, o simples exercício ou lazer. A aptidão física foi também definida como um importante marcador de saúde e bem-estar, como demonstrado pelos resultados recentes do projecto HELENA relativamente aos adolescentes europeus.1-4
 
Normas de aptidão física HELENA
 
Em paralelo com os estudos do projecto HELENA, investigadores de dez cidades europeias avaliaram a aptidão muscular e aeróbica, velocidade, agilidade e flexibilidade em cerca de 3500 adolescentes entre os 12 e 18 anos de idade. Foram utilizados, para tal, nove testes bem padronizados, aos quais se recorre frequentemente para fornecer medições harmonizadas de aptidão física dos adolescentes europeus de acordo com a sua idade e sexo. Estes valores normativos foram preparados de forma a a que um individuo consiga posicionar a sua aptidão física numa escala de 1 a 10. Numa perspectiva de saúde pública, estes valores poderiam ser utilizados em escolas ou instituições de saúde para identificar jovens com níveis de aptidão física muito baixas e com eventual necessidade de investigações adicionais no campo das suas co-morbolidades. A escala de aptidão física poderia também ser utilizada para motivar jovens a desenvolver a sua aptidão física para que estes possam progredir nesta mesma escala.
 
Marcadores de aptidão física e saúde
 
Foram recentemente analisados dados de mais de um milhar de adolescentes, participantes no estudo HELENA, para se compreender melhor a relação entre os factores de risco para as doenças cardiovasculares e a aptidão física.4 Medições de gordura corporal: Índice de Massa Corporal (IMC), pregas cutâneas e perímetro da cintura, tanto em adolescentes do sexo feminino como do sexo masculino foram significativamente inferiores naqueles com elevada aptidão física aeróbica, quando comparado com os adolescentes com aptidão física aeróbica baixa. Da mesma forma, demonstrou-se que os factores de risco de doenças cardiovasculares, tais como níveis de colesterol, trigliceridos, homocisteína e marcadores de resistência à insulina se apresentavam mais favoráveis nos adolescentes com maiores níveis de aptidão física aeróbica.
Não é benéfico apenas para o coração
 
Um recente estudo revelou que a aptidão física aeróbica não é apenas benéfica para o coração, mas tem também um efeito positivo sobre a depressão, ansiedade, estados de humor, auto-estima, e aparentemente está associada a um maior e melhor desempenho académico. A aptidão física muscular, a velocidade e agilidade parecem ter um efeito positivo na saúde óssea, nomeadamente no incremento da própria densidade do osso.1 Este e muitos outros estudos destacaram o papel crucial da actividade física, tanto no aumento da aptidão física, como na melhoria do perfil/condição de saúde dos jovens. A actividade física vigorosa, caracterizada pelo aumento da frequência cardíaca e respiração intensa, parece ser a mais benéfica.
As boas notícias
 
É encorajador o facto de que quase dois terços dos adolescentes europeus (60%) apresentarem um nível de aptidão física aeróbica que está associado a um reduzido risco doenças cardíacas.5 É evidente que esta situação deve ser motivo de comemoração, e estes adolescentes devem ser encorajados a manter o bom trabalho. Por outro lado, 40% destes, podem vir a apresentar um risco aumentado de doenças cardíacas no futuro, sendo que este grupo de adolescentes deve ser incentivado a melhorar os seus níveis de aptidão física, de modo a potenciar e preservar a sua saúde actual e futura.
 
O futuro
 
Os dados obtidos pelos estudos HELENA destacam a necessidade de desenvolvimento de testes e implementação de estratégias de saúde pública que tenham como objectivo a melhoria da condição física, especialmente nos adolescentes com baixa aptidão física aeróbica.6 O desenvolvimento de recomendações para a aptidão física constitui um importante marco que permitirá a correcta interpretação do estado de aptidão física dos adolescentes europeus, e pode ser utilizado, por exemplo, também no desenvolvimento de programas de avaliação e de melhoria de aptidão física.

Referências
  1. Ortega FB, Ruiz JR Castillo MJ, Sjöström M (2008). Physical fitness in childhood and adolescence a powerful marker of health. International Journal of Obesity 32(1):1-11.
  2. Ruiz JR, Castro-Piñero J, Artero EG, Ortega FB, Sjöström M, Suni J, Castillo MJ (2009). Predictive validity of health-related fitness in youth: A systematic review. British Journal of Sports Medicine. Published online doi:10.1136/bjsm.065499
  3. HELENA – Healthy Lifestyle in Europe by Nutrition in Adolescence. Details of the EU funded programme available at http://www.helenastudy.com/
  4. The HELENA study. Traditional and novel cardiovascular risk factors in European Adolescents: Role of cardiorespiratory fitness. Personal communication
  5. Ortega FB et al (2009). Physical fitness levels among European adolescents: The HELENA Study. British Journal of Sports Medicine. Published online doi:10.1136/bjsm.062679
  6. Ruiz JR, Ortega FB, Gutierrez A, Sjöström M, Castillo MJ (2006). Health-related physical fitness assessment in childhood and adolescence; A European approach based on the AVENA, EYHS and HELENA studies. Journal of Public Health 14:269-277.
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