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FOOD TODAY 01/2006

O que precisamos de saber acerca dos folatos

Food TodayO folato pertence à família das vitaminas B e deve ser consumido diariamente. O debate actual acerca da adição de ácido fólico aos alimentos, fez com que se investigassem outras estratégias para melhorar os níveis de folato dos europeus.

Porque precisamos de folato?

O folato é necessário para a síntese, reparação e funcionamento do DNA e RNA, os suportes da vida. Esta vitamina é necessária para a produção e manutenção das novas células e é especialmente importante durante os períodos de crescimento rápido, como na infância e gravidez. Tanto os adultos como as crianças necessitam de folato para uma produção normal de glóbulos vermelhos e prevenir a anemia1. Uma deficiência ligeira de folato está associada a níveis elevados do aminoácido homocisteína no sangue, o que constitui um factor de risco para a doença cardíaca e trombose2. Uma vez que o folato previne a danificação do DNA, existem algumas evidências de que este pode prevenir certos cancros, em particular o cancro do cólon3.

Fontes alimentares de folato

Recomenda-se que um indivíduo adulto ingira 200 mg de folato por dia. Alguns dos alimentos que contem folato são: sumo de laranja, vegetais de folha verde, amendoim, leguminosas secas e miudezas. Para evitar a deficiência em folato, devemos ter um hábito regular de consumir 3 a 5 porções de fruta e vegetais por dia (ver www.5aday.com).

Suplementação em ácido fólico

O ácido fólico é uma forma simples e de fácil absorção criada pelo homem. No início de 1990, fortes evidências demonstraram que as mulheres que tomavam suplementos de ácido fólico, durante o tempo de concepção de uma criança, reduziam em mais de 50% o risco de este nascer com defeitos no tubo neural, como a espinha bífida4. A Europa lançou campanhas de saúde para promover o consumo de alimentos ricos em folato e suplementação de ácido fólico (400mg/dia). No entanto, estas campanhas tiveram um sucesso limitado, uma vez que a maioria das mulheres mudavam a sua dieta apenas quando já sabiam da existência de uma gravidez, ou seja, poucas semanas antes do parto. Nesta altura já é tarde demais.

Fortificação alimentar

Uma estratégia alternativa é a fortificação dos alimentos com o ácido fólico, como as farinhas. Deste modo, todas as mulheres em idade fértil, e os indivíduos com risco para a doença cardiovascular, iriam receber uma quantidade adequada de ácido fólico. Contudo, esta estratégia não foi adoptada pela Europa, uma vez que doses elevadas desta vitamina podem não ser benéficas ara toda a população. Em particular, o ácido fólico pode mascarar os sintomas de uma anemia associada à carência de vitamina B12 e as alterações associadas ao sistema nervoso podem causar danos neurológicos irreversíveis1. Os suplementos de ácido fólico podem interferir com alguns tratamentos oncológicos5.

Aumento do consumo de folato

Assim, os cientistas têm tentado encontrar outros modos de aumentar o consumo de folato. Um dos principais interesses da equipa FuncHealth Folate6, cujo trabalho é financiado pela UE, é descobrir uma maneira de aumentar o consumo de folato naturalmente na dieta. Estas são algumas das conclusões7:

  • O nível de folatos nos produtos fermentados, como o pão, cerveja e vinho, pode ser aumentado pela escolha de cepas de levedura ricas em folato;
  • Outros micróbios de fermentação, como as bactérias lácticas, também sintetizam folato. A escolha de um fermento correcto pode multiplicar por 20 o conteúdo de folato dos produtos lácteos fermentados, como o queijo e o iogurte;
  • O teor de folato dos produtos processados, como a sopa e sumos de fruta, pode ser aumentado através da selecção de variedade de fruta e vegetais ricos em folato e usando técnicas de processamento alimentares, que minimizem as perdas desta vitamina;
  • Os folatos concentram-se na parte exterior dos grãos dos cereais, pelo que a utilização de técnicas que não desperdicem esta parte dos grãos, pode aumentar o conteúdo de folato da farinha.

Soluções insuficientes

Estima-se que os avanços das técnicas de processamento alimentar e a selecção de ingredientes ricos em folatos poderia duplicar o consumo actual desta vitamina, mas isso ainda é insuficiente. O Dr. Paul Finglas, do Instituto Britânico de Investigação Alimentar e coordenador do projecto FolateFuncHealth, acredita que “é difícil consumir a quantidade de folato natural suficiente para prevenir doenças crónicas, como o cancro e doenças cardíacas. É necessário fortificar os alimentos com baixos níveis de folato ou usar suplementos individualizados”8. Brevemente serão publicadas as recomendações baseadas nos resultados do projecto FolateFuncHealth, que posteriormente se poderão consultar no website6.

Referências

  1. UK Food Standards Agency at www.eatwell.gov.uk/healthydiet/nutritionessentials/vitaminsandminerals
  2. Strain JJ. Dowey L. et al (2004) B-vitamins, homocysteine metabolism and CVD. Proceedings of the Nutrition Society. 63; 597-603
  3. Duthie SJ. Narayanan S. et al (2004) Folate, DNA stability and colo-rectal neoplasia. Proceedings of the Nutrition Society. 63; 571-578
  4. MRC Vitamin Study Research Group (1991) Prevention of neural tube defects; results of the Medical Research Council Vitamin Study. The Lancet 338; 131-137
  5. Peters GJ, Hooijberg JH, et al (2005) Folates and anti-folates in the treatment of cancer; role of folic acid supplementation on efficacy of folate and non-folate drugs. Trends in Food Science and Technology 16;289-297
  6. FolateFuncHealth and EU funded pan EU project. For details visit www.ifr.ac.uk/Folate
  7. Jägerstad M. Piironen V. et al (2005) Increasing natural food folates through bioprocessing and biotechnology. Trends in Food Science and Technology 16: 298-306
  8. Finglas PM de Meer K. et al (2005) Research goals for folate and related B-vitamins in Europe. European Journal of Nutrition in press
SOBRE O EUFIC
O European Food Information Council ou EUFIC (Conselho Europeu de Informação Alimentar) é uma organização sem fins lucrativos, que fornece informação científica sobre segurança e qualidade alimentar, nutrição e saúde, aos meios de comunicação, profissionais de nutrição e saúde, educadores e líderes de opinião pública, de uma forma facilmente compreensível pelos consumidores.

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