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REVISTA DO EUFIC 06/2004

Obesidade e excesso de peso

1. Introdução

Um dos problemas mais comuns do estilo de vida atual é o excesso de peso. O excesso de peso ou a obesidade grave é um fator de risco crucial no desenvolvimento de muitas doenças crónicas, tais como as doenças cardíacas e respiratórias, a diabetes mellitus não dependente de insulina ou a diabetes do tipo 2, a hipertensão e alguns cancros, bem como a morte prematura. Novos estudos científicos e dados das companhias de seguros de vida têm demonstrado que os riscos de saúde da gordura corporal excessiva estão associados a aumentos relativamente pequenos do peso, não apenas à obesidade acentuada.

A obesidade e o excesso de peso são problemas graves que impõem um enorme e crescente encargo financeiro sobre os recursos nacionais. No entanto, estas condições são amplamente evitáveis através de mudanças sensatas do estilo de vida.

2. O que é a obesidade e o excesso de peso?

A obesidade é frequentemente definida como uma condição de acumulação de gordura anormal ou excessiva nos tecidos gordos (tecidos adiposos) do corpo que pode resultar em riscos para a saúde. A causa subjacente é um equilíbrio energético positivo que leva ao ganho de peso, ou seja, quando as calorias consumidas excedem as calorias gastas.

Para ajudar as pessoas a determinar qual é o seu peso saudável, é utilizada uma medida simples da relação entre peso e altura denominada Índice de Massa Corporal (IMC). O IMC é uma ferramenta útil que é habitualmente utilizada por médicos e outros profissionais dos cuidados de saúde para determinar a prevalência do peso insuficiente, excesso de peso e obesidade nos adultos. Define-se como o peso em quilos dividido pela altura ao quadrado em metros (kg/m2). Por exemplo, um adulto que pesa 70 kg e cuja altura é 1,75 m terá um IMC de 22,9 kg/m2.

O excesso de peso e a obesidade são definidos como valores de IMC iguais ou superiores a 25 e 30, respetivamente. Normalmente, um IMC DE 18,5 a 24,9 é considerado "saudável", mas considera-se que um indivíduo com um IMC de 25–29,9 "tem um risco acrescido" de desenvolver as doenças associadas e um com um IMC de 30 ou superior considera-se que tem um "risco moderado a alto" 1.

 

ÍNDICE DE MASSA CORPORAL
<18,5 Peso insuficiente
18,5 - 24,9 Peso saudável
25 - 29,9 Excesso de peso
≥30 Obeso

 

Distribuição de gordura: maçãs e peras

O IMC ainda não nos dá informação sobre o total de gorduras e como é que as gorduras são distribuídas pelo nosso corpo, o que é um fator importante pois o excesso de gordura abdominal pode ter consequência em termos de problemas de saúde.

Uma forma de medir a distribuição é a circunferência da cintura 2. A circunferência da cintura não apresenta uma relação com a altura e fornece um método simples e prático de identificar pessoas com excesso de peso que têm um risco acrescido de desenvolver condições relacionadas com a obesidade. Se a circunferência da cintura for superior a 94-102 cm para os homens e 80-88 cm para as mulheres, isto significa que têm excesso de gordura abdominal e que apresentam um maior risco de problemas de saúde, mesmo se o valor do IMC for aceitável 3, 4.

A medição da circunferência da cintura divide as pessoas em duas categorias: os indivíduos com uma distribuição de gordura androide (muitas vezes referida como em forma de "maçã"), o que significa que a maioria da gordura corporal é intra-abdominal e está distribuída em torno do estômago e peito, deixando-os em maior risco de desenvolverem doenças relacionadas com a obesidade. Os indivíduos com uma distribuição de gordura ginoide (muitas vezes referida como em forma de "pera"), o que significa que a maioria da gordura corporal está distribuída em torno das ancas, coxas e nádegas, enfrentam um risco maior de problemas mecânicos (por exemplo, articulações, coxas). Os homens obesos são tendencialmente mais "maçãs" enquanto as mulheres são tendencialmente mais "peras" 5.

3. As dinâmicas do equilíbrio energético: a conclusão?

O princípio fundamental do equilíbrio energético é o seguinte:

Mudanças nas reservas de energia (gordura)
=
ingestão de energia (calorias) - gasto energético

O excesso de peso e a obesidade são influenciados por muitos fatores incluindo tendências hereditárias, fatores ambientais e comportamentais, envelhecimento e gravidezes 6. O que é claro é que a obesidade não é sempre simplesmente um resultado da ingestão excessiva de alimentos de sabor muito acentuado ou de falta de atividade física. Os fatores biológicos (hormonas, genética) como o stress, medicamentos e o envelhecimento também desempenham um papel.

No entanto, os fatores dietéticos e os padrões de atividade física influenciam fortemente a equação do equilíbrio energético e também são os principais fatores modificáveis. Seguramente, as dietas com um elevado teor de gordura 7, as dietas muito energéticas 8, 9 e os estilos de vida sedentários 10, 11 são as características mais fortemente associadas à prevalência acrescida da obesidade em todo o mundo. Em contrapartida, a perda de peso ocorre quando a ingestão energética é inferior ao gasto energético ao longo de um período de tempo prolongado. Uma dieta restrita em calorias combinada com aumento da atividade física é geralmente o conselho dado por nutricionistas para uma perda de peso sustentada 12.

As dietas mágicas ou milagrosas que limitam drasticamente as calorias ou restringem grupos de alimentos devem ser evitadas, pois são muitas vezes deficientes em nutrientes importantes e/ou não podem ser sustentadas por períodos prolongados. Além disso, não ensinam hábitos alimentares corretos e podem resultar num efeito ioiô (o ganho e perda de peso em ciclos resultado da dieta seguida de excessos alimentares). Este efeito ioiô pode ser perigoso a longo prazo para a saúde física e mental. Os indivíduos não devem ser demasiado ambiciosos com os seus objetivos, pois a perda de apenas 10% do peso inicial já trará benefícios mensuráveis para a saúde 13.

4. Quais são as tendências na obesidade e no excesso de peso?

As provas sugerem que a prevalência do excesso de peso e da obesidade está a aumentar radicalmente a nível mundial e que o problema parece estar a crescer rapidamente tanto nas crianças como nos adultos.

Os dados mais abrangentes sobre a prevalência da obesidade a nível mundial são os do projeto MONICA da Organização Mundial da Saúde (estudo de MONItorização das tendências e determinantes nas doenças CArdiovasculares) 14. Juntamente com as informações sobre inquéritos nacionais, os dados mostram que a prevalência da obesidade na maioria dos países europeus tem aumentado em cerca de 10-40% nos últimos 10 anos, indo dos 10-20% nos homens e dos 10-25% nas mulheres 15. O aumento mais alarmante foi observado na Grã-Bretanha, onde quase dois terços dos homens adultos e mais de metade das mulheres adultas têm excesso de peso ou são obesos 16. Entre 1995 e 2002, a obesidade duplicou entre os rapazes na Inglaterra de 2,9% da população para 5,7% e entre as raparigas aumentou de 4,9% a 7,8%. Um em 5 rapazes e uma em 4 raparigas tem excesso de peso ou é obesa. Entre os jovens, dos 16 aos 24 anos, a obesidade aumentou de 5,7% a 9,3% e entre as jovens aumentou de 7,7% a 11,6% 17. A International Obesity Task Force monitoriza os dados de prevalência (www.iotf.org).

5. Quais são as consequências para a saúde da obesidade e do excesso de peso?

As consequências para a saúde da obesidade e do excesso de peso são muitas e variadas, desde o risco acrescido de morte prematura a várias queixas não fatais mas debilitantes e psicológicas que têm um efeito adverso na qualidade de vida 18.

Os principais problemas de saúde associados à obesidade e ao excesso de peso são:

  • Diabetes do tipo 2
  • Doenças cardiovasculares e hipertensão
  • Doenças respiratórias (apneia do sono)
  • Alguns cancros
  • Osteoartrite
  • Problemas psicológicos
  • Uma diminuição na qualidade de vida observada

O grau de risco é influenciado, por exemplo, pela quantidade relativa de peso em excesso, pela localização da gordura no corpo, pelo grau de ganho de peso durante a idade adulta e pela quantidade de atividade física. A maioria destes problemas pode ser melhorada com uma perda de peso relativamente modesta (10 a 15%), especialmente se a atividade física for igualmente aumentada.

5.1. Diabetes do tipo 2

De todas as doenças graves, é a diabetes do tipo 2 (o tipo de diabetes que normalmente é desenvolvido na idade adulta e que está associado ao excesso de peso) ou a diabetes mellitus não dependente de insulina (DMNID) que está mais fortemente associada à obesidade e ao excesso de peso. Efetivamente, o risco de desenvolver diabetes do tipo 2 aumenta com um IMC que está bem abaixo do ponto limite para a obesidade (IMC de 30). As mulheres que são obesas têm 12 vezes mais probabilidade de desenvolver diabetes do tipo 2 do que as mulheres com peso saudável. O risco de diabetes do tipo 2 aumenta com o IMC, especialmente naqueles com um historial familiar de diabetes, e diminui com a perda de peso 19.

5.2. Doenças cardiovasculares e hipertensão

As doenças cardiovasculares (DCV) incluem a doença coronária (DC), o acidente vascular cerebral e a doença vascular periférica. Estas doenças são responsáveis por uma grande proporção (até um terço) das mortes nos homens e mulheres dos países mais industrializados e a sua incidência está a aumentar nos países em desenvolvimento.

A obesidade predispõe um indivíduo para um número de fatores de risco cardiovasculares, incluindo a hipertensão e o nível elevado de colesterol no sangue. Nas mulheres, a obesidade é o terceiro fator de previsão mais forte de DCV após a idade e a tensão arterial 20. O risco de ataque cardíaco para uma mulher obesa é cerca de três vezes maior do que para uma mulher magra com a mesma idade.
Os indivíduos obesos têm mais probabilidade de ter níveis elevados de triglicéridos no sangue (gorduras no sangue), colesterol lipoproteico de baixa densidade (LDL) ("o mau colesterol") e diminuição do colesterol lipoproteico de alta densidade (HDL) ("o bom colesterol"). Este perfil metabólico é mais frequentemente observado em pessoas obesas com uma acumulação elevada de gordura intra-abdominal ("maçãs") e tem sido relacionado de forma consistente com um risco acrescido de DC. Com a perda de peso, pode esperar-se a melhoria dos níveis de triglicéridos. Uma perda de peso de 10 kg pode produzir uma diminuição de 15% nos níveis de colesterol LDL e um aumento de 8% no colesterol HDL 21.

A associação entre a hipertensão (tensão arterial elevada) e a obesidade está bem documentada e estima-se que a proporção da hipertensão atribuível à obesidade seja de 30-65% nas populações ocidentais. De facto, a tensão arterial aumenta com o IMC; para cada aumento de 10 kg de peso, a tensão arterial aumenta em 2-3 mm Hg. Em contrapartida, a perda de peso induz uma descida da tensão arterial e, normalmente, para cada redução de 1% do peso, a tensão arterial desce em 1-2 mm Hg.

A prevalência da hipertensão nos indivíduos com excesso de peso é quase três vezes superior do que nos adultos sem excesso de peso e o risco de hipertensão para indivíduos com excesso de peso na faixa dos 20-44 anos é quase seis vezes maior do que para indivíduos sem excesso de peso.

5.3. Cancro

Embora a ligação entre a obesidade e o cancro esteja menos bem definida, diversos estudos encontraram uma associação entre o excesso de peso e determinados cancros, especialmente os cancros dependentes de hormonas e gastrintestinais. Foram documentados maiores riscos de cancros da mama, do endométrio, dos ovários e cervicais para as mulheres obesas e existem algumas provas de risco acrescido de cancro da próstata e retal nos homens. A associação mais clara é a com o cancro do cólon, para o qual a obesidade aumenta o risco em quase três vezes nos homens e mulheres.

5.4. Osteoartrite

As doenças degenerativas das articulações que suportam o peso, tal como as do joelho, são complicações muito comuns da obesidade e excesso de peso 22. Pensa-se que em geral a causa reside nos danos mecânicos das articulações resultantes do excesso de peso. A dor lombar também é mais comum nas pessoas obesas e pode ser um dos fatores que mais contribuem para o absentismo laboral relacionado com a obesidade.

5.5. Aspetos psicológicos

A obesidade é extremamente estigmatizada em muitos países europeus tanto em termos de aspeto corporal indesejável percebido como das falhas de caráter que é suposto indicar. Mesmo crianças com apenas seis anos veem as crianças obesas como "preguiçosas, sujas, estúpidas, feias, mentirosas e falsas" 23.

As pessoas obesas têm de se debater com a discriminação. Um estudo de jovens mulheres com excesso de peso nos EUA demonstrou que ganhavam significativamente menos do que as mulheres saudáveis sem excesso de peso ou do que as mulheres com outros problemas de saúde crónicos 24.

O consumo compulsivo de alimentos também ocorre com maior frequência entre pessoas obesas e muitas pessoas com este distúrbio alimentar têm um longo historial de consumo excessivo e flutuações de peso 25.

6. Qual é o custo económico da obesidade e do excesso de peso?

Estudos internacionais sobre os custos económicos da obesidade demonstraram que são responsáveis por entre 2% e 7% do total de custos com cuidados de saúde, dependendo o nível de custos da forma como a análise é realizada 15. Em França, por exemplo, o custo direto das doenças relacionadas com a obesidade (incluindo os custos de cuidados de saúde pessoais, cuidados hospitalares, serviços médicos e medicamentos para doenças com uma relação bem estabelecida com a obesidade) chegou a cerca de 2% do total de gastos com cuidados de saúde 26. Nos Países Baixos, a proporção do total dos gastos de clínica geral atribuível à obesidade e excesso de peso é de cerca 3–4% 27.

Em Inglaterra, estima-se que o custo financeiro anual da obesidade seja de 0,5 mil milhões de libras em despesas de tratamento para o Serviço Nacional de Saúde e que o impacto sobre a economia é de cerca de 2 mil milhões de libras. Estima-se que o custo humano da obesidade é de 18 milhões de dias de baixa por doença; 30 000 mortes por ano, que resultam em 40 000 anos perdidos de vida laboral, e em média uma longevidade reduzida em nove anos 28.

7. Quais são os grupos responsáveis pela promoção de estilos de vida saudáveis?

A promoção de dietas saudáveis e de níveis acrescidos de atividade física para controlar o peso e a obesidade têm de envolver a participação ativa de muitos grupos, incluindo os governos, os profissionais de saúde, a indústria alimentar, os meios de comunicação social e os consumidores. A sua responsabilidade partilhada é ajudar a promover dietas saudáveis com baixo teor de gordura, alto teor de hidratos de carbono complexos e que contenham grandes quantidades de fruta e legumes frescos.

É claramente necessário uma maior ênfase em oportunidades melhoradas de atividade física, especialmente com a crescente urbanização, o envelhecimento da população e o aumento paralelo no tempo dedicado a atividades sedentárias.

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