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FOOD TODAY 12/2004

Os contaminantes dos peixes: Avaliação dos riscos

Food TodayCom a crescente consciencialização dos consumidores relativamente à nutrição e à saúde, a nível europeu, tem-se verificado um aumento da popularidade do peixe como sendo uma escolha alimentar saudável. O peixe é uma importante fonte de proteínas de alto valor biológico, minerais e vitaminas. Adicionalmente, o peixe gordo é rico em ácidos gordos polinsaturados (AGP), cujas propriedades benéficas para a saúde são largamente reconhecidas. Recentemente, a confiança do público tem sido abalada na sequência de uma notícia que destacou os riscos associados à exposição alimentar a poluentes ambientais, como o caso do mercúrio e das dioxinas, que são conhecidos por acumular nos peixes. Contudo, todos os dados disponíveis e as interpretações das autoridades competentes indicam que os níveis de contaminantes que são encontrados nos peixes, estão muito abaixo do limiar considerado perigoso.
Mercúrio
 
O mercúrio é um elemento encontrado na natureza, cuja presença no ambiente pode ser devida quer a causas naturais, quer devido ao resultado da poluição industrial. Na água, o mercúrio inorgânico pode ser convertido, pela acção microbiana, à sua forma mais tóxica, o metilmercúrio (mercúrio orgânico), que se acumula nos tecidos. Os organismos aquáticos absorvem o metilmercúrio através da água, como através da sua própria alimentação, sendo que quase todos os peixes apresentam quantidades vestigiais. As espécies que se encontram no topo da cadeia alimentar (como o tubarão, o espadarte, algumas espécies de atum, entre outros), podem acumular quantidades mais elevadas, dado alimentarem-se de outros peixes. De uma forma geral, quanto mais antigo e maior for o peixe, maior será o seu conteúdo em metilmercúrio.
 
Apesar dos níveis de metilmercúrio na maioria das espécies presentes na nossa alimentação não apresentarem riscos para a saúde humana, o limiar de segurança pode ser excedido se o consumo de espécies de grandes predadores for frequente. No caso das crianças, mulheres grávidas, lactantes ou que estejam a planear engravidar dentro de um ano, é geralmente recomendado que evitem consumir tubarão, espadarte e espécies semelhantes.
 
Dioxinas e PCB (bifenilos policlorados)
 
As dioxinas e os PCB são poluentes industriais que se encontram amplamente distribuídos no ambiente e que nele persistem. Graças ao controlo mais rigoroso dos produtos tem havido um declínio significativo nos índices detectados nas últimas duas décadas.
 
A exposição prolongada a níveis elevados de dioxinas e PCB podem ser prejudiciais à saúde, mas o risco é considerado mínimo se o consumo não exceder o limite crítico. A avaliação destes riscos é da responsabilidade de organizações como a Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e a autoridade sobre a segurança alimentar nacional, sendo responsáveis pela formulação de recomendações independentes sobre o tema, baseando-se na consulta de uma gama de entidades peritas e comités especializados. Estas autoridades estabelecem padrões de consumo, que são revistos periodicamente, para que os consumidores possam desfrutar dos benefícios de um determinado alimento, dentro dos limites de consumo, garantindo a sua segurança. 
 
A preocupação pública aumentou no inicio do ano, devido à publicação de um estudo, realizado por pesquisadores norte americanos, sugerindo que os níveis de poluentes orgânicos, incluindo as dioxinas e os PBC, presentes no salmão de viveiro poderiam constituir um risco para a saúde. Os autores do estudo aconselham o consumo inferior a meia porção de salmão de criação (de determinadas áreas) por mês, o que vem em oposição às recomendações das autoridades alimentares em consumir uma porção de peixe gordo por semana. Este estudo não apresenta, contudo, nenhuns dados novos, uma vez que os níveis de contaminantes eram consistentes com os anteriormente publicados por outros estudos de menor dimensão, permanecendo dentro dos padrões de segurança internacionalmente aceites. A diferença verificou-se no facto dos autores basearem as suas recomendações no método de análise de risco, que por sua vez não é internacionalmente aceite, pelos toxicologistas e outros especialistas em segurança alimentar. As autoridades responsáveis pela segurança na Europa e nos Estados Unidos da América, concordaram que o estudo não oferece novos dados que acrescentassem qualquer preocupação com a saúde, e que o consumo de uma porção de salmão de viveiro por semana continuava a ser considerado seguro. 
 
Riscos versus Benefícios
 
Qualquer potencial risco associado ao consumo de peixe é minimizado se as orientações oficiais forem cumpridas, sendo largamente superados pelos benefícios para a saúde. Existem cada vez mais evidências que demonstram que os ácidos gordos polinsaturados ómega 3, encontrados nos peixes gordos, podem reduzir o risco de invalidez e morte por doença coronária, desempenha um papel central nos processos inflamatórios, como na artrite, bem como na prevenção de alguns tipos de cancro. A decisão dos consumidores de incluírem ou excluíres algum alimento da sua alimentação deve ser baseada em informação cientificamente comprovada e não em manchetes dos noticiários ou nos média.

Mais detalhes

  1. Organização Mundial da Saúde: http://www.who.int/
  2. Autoridade Europeia de Segurança Alimentar: http://www.efsa.eu.int/
  3. UK Food Standards Agency: www.food.gov.uk
  4. www.food.gov.uk/news/newsarchive/2004/jun/oilyfishwebcast
  5. Food Safety Authority da Irlanda: www.fsai.ie
  6. Dutch Food and Consumer Product Safety Authority: www.vwa.nl
  7. Norwegian Food Safety Authority: www.mattilsynet.no
SOBRE O EUFIC
O European Food Information Council ou EUFIC (Conselho Europeu de Informação Alimentar) é uma organização sem fins lucrativos, que fornece informação científica sobre segurança e qualidade alimentar, nutrição e saúde, aos meios de comunicação, profissionais de nutrição e saúde, educadores e líderes de opinião pública, de uma forma facilmente compreensível pelos consumidores.

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A última actualização deste site foi efectuada em 22/08/2014
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